terça-feira, 1 de novembro de 2011

Quantas vezes sorri, ri, gargalhei alto, enqto a alma chorava silenciosamente? Tantas e tantas vezes, nos fazemos valer da educação polida que nos ensinaram, para manter as aparências, incapazes de enganar à uma jovem alma inocente?
Tristeza é algo que não dá para definir em palavras, o turbilhão de emoções que brotam no vazio intenso de uma noite solitária. Não há como descrever sensações de morte, mesmo enqto vivo.
Viver uma vida inteira, prostrada frente à um espelho, cuja moldura é decorada por palavras, mtas vezes incoerentes... Escolhê-las, organizá-las, registrá-las. Não defino-me poetisa, mas a alma atormentada se assemelha.
Tenho sobrevivido à diversas provas sobre provas de que a vida não é-me gentil. O que faz-me ainda tentar? O que me impulsiona ainda a desejar a sobrevivência? Esperança? Amor? Medo, talvez?
As desilusões, os dissabores, os amores vividos dentro do coração aberto por afiadas navalhas que arrancaram-me pedaços sem mesmo cortar-me. Contradições. Mentiras.
Dar um passo à frente. Mostrar minha cara. Pra quê?
Sofro como sofrem todos os que um dia sentiram algo, mesmo uma simples dor. Porém, não poderia deixar de torná-la complexa, pq a simplicidade não acompanha à quem mto analisa, à quem mto pensa. Até mesmo o cair de uma folha, torna-se poesia, torna-se pensamento, torna-se... Vida!
O último sopro de vida deste coração. A partir de hj, dou como vencida a luta. Sobrevivo, nada mais.
A vitória? À quem de fato merece.
E este alguém, desconheço.
Não mais me importo quem seja.

Um comentário:

  1. É guria, no final tudo se resume a boa e velha aparencia. Vestimos nossa máscara de caretinha feliz e, como diz a música:

    "Sorri
    Vai mentindo a tua dor
    E ao notar que tu sorris
    Todo mundo irá supor
    Que és feliz"

    E embora muitas (e muitas e muitas e muitas) vezes a gente acabe se perguntando o porquê de insistirmos em seguir em frente, acho que a resposta é simplesmente "seguimos porque não há outra coisa a se fazer".

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