O maior prazer de um poeta é poder, com as mais simples palavras, criar e recriar seus momentos.
Em pequenas frases, mudamos nossa realidade, sem medo de ser mal compreendido - quem pode diferenciar a realidade à fantasia de uma poesia? Esta é a alegria de ler, e o prazer inigualável de quem escreve: manter o mágico mistério daquilo que é escrito.
O poder existente numa palavra é muitas vezes mal utilizada. Prefiro palavras sarcásticas à palavras de ódio ou dor. Explico. Do sarcasmo consigo o pior que existe em mim. Sem nunca necessariamente, usar a negatividade do rancor. Isto faz-me mal. Sentir raiva ou ódio de alguém, deixa-nos mto mais marcas, do que na pessoa pela qual alimentamos esse sentimento.
Gosto de escrever. Gosto de ser lida. Mas não faço tanta questão desta segunda opção. Compartilhar de sua loucura é algo muito íntimo. Sim, sinto essa necessidade de intimidade, para compartilhar meus pensamentos. Afinal de contas, em palavras me desnudo, minha alma é exposta.
Amo a leitura. Amo a poesia. Amo essa viagem interior, de visitar lugares, momentos, a alma daquele que escreve. Ou a realidade irreal que eles criam em seus escritos. Amo poder viajar sem sair do lugar. De fechar os olhos e poder imaginar situações, sensações, o olhar do romântico apaixonado no momento do beijo.
Loucura é algo indefinível. Podemos ser a pessoa mais equilibrada do mundo aos olhos alheios, e por dentro, ser o mais louco imaginável...
Mas... Se a vida é contraditória, pq seria eu, infeliz humana, diferente?
A contradição nos persegue, seja em ações, seja em emoções, seja até mesmo na razão certa da incerteza da vida. Da ambiguidade da escrita, das ideias contraditórias, encontrei meu ponto perfeito: a razão dentro da minha própria loucura.
Beijos pessoas...
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